No coração das Amazônias

1.2.07

Programa de Educação Ambiental para as Escolas da Várzea - Santarém



O futuro da várzea está nas mãos das crianças que estão na escola hoje. Suas atitudes e percepções, além de seu conhecimento da ecologia e manejo dos seus recursos, serão fatores chaves no desenvolvimento sustentável da várzea. Com essa finalidade, a equipe de Educação Ambiental, formada por Socorro Pena, Fernanda Pimentel e Edinaldo Lopes, trabalharam com professores municipais a fim de desenvolver um programa de educação ambiental para escolas primárias desde 1994.

A experiência piloto foi feita no Ituqui, 20 quilômetros ao leste de Santarém. Durante esse período foi elaborado, junto com os professores do Ituqui, um manual que apresentava de forma cumulativa os conceitos básicos de geografia e de ecologia de várzea através de 11 temas geradores e um guia para auxiliar os professores no uso do material e na preparação das atividades educativas. O objetivo do programa foi de criar, nos professores e alunos, um entendimento do ambiente de várzea e seus recursos, e que os ajudaria a avaliar como suas ações afetam o meio ambiente e a qualidade de vida na várzea.

Tanto tempo depois de ter escrito esse texto voltei na várzea para a visita da W para mais um evento de Educacao Ambiental. Ontem o dia foi num lago vendo os pescadores fazerem a contagem visual do Pirarucu. Hoje o dia foi com os alunos da escola festejando a primeira soltura de tartarugas em 4 comunidades. As escolas reproduziram tartarugas em varios ambientes e após o nascimento foram hoje colocar as tartarugas nos lagos. Cada escola fez uma apresentaçao para comemorar o dia.



Aqui uma foto onde os alunos apresentam o acompanhamento do nascimento das tartarugas.



Abaixo o conjunto de fotos tiradas.

Fotos tiradas na escola



As tartarugas reproduzidas pelos alunos das Escolas do Tapará. Cada comunidade levou suas tartarugas e apresentaram seus resultados.



Alunos representando a postura das tartarugas. Várias dancas e representações foram feitas pelos alunos. Essa onde se apresentaram 3 meninas pintadas de preto com casco de tartaruga foi uma delas.



Danca das tartarugas. Os alunos e professores de uma das comunidades fizeram uma paródias com as músicas de carimbó e apresentaram em Santa Maria do Tapará.




Uma dança onde havia representação dos índios, brancos e negros foi feita por uma das comunidades. Aqui uma foto de três dos pequenos índios que se apresentaram.




A Escola está pintada com desenho das crianças. Aqui somente uma pequena mostra.




No dia anterior passamos a manhã olhando a contagem visual de Pirarucu com os pescadores. Os pescadores contam o pirarucu quando boiam e sabem se são jovens, adultos, macho ou fêmeas. Tem sido um novo modelo de estimativa de estoques incrível que tem se difundido na Amazônica a partir do trabalho do Leandro no Mamirauá.






Sentarmos para lanchar com os pescadores após a contagem. Claro que comemos sem merecer da comida deles, pois chegamos tarde já no fim de uma manhã de trabalho. Robin e Antonio, Toby e Marcelo, em baixo da guarita de monitoramento dos lagos.