Andando Belém
Nós saímos pelas ruas de Belém, a fotografar gentes e coisas...
Oriana adora fotografar, eu também...Estou descobrindo, junto com ela, a paixão pela fotografia.... O olhar educado, a educação do olhar.
Aqui vai um dos jeitos (dentre muitos) como vejo Belém.
As Coisas
Uma porta. Uma entrada para a cidade velha.

Mas há que se ter cuidado, e pedir educadamente para entrar.

Um Balcão na Cidade Velha.... Lembra outra cidade velha e amantes...
"JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira." - Romeu e Julieta Ato II - Cena II: (William Shakespeare)

Tabacaria, Álvaro de Campos

Os barcos de pesca no porto...No anoitecer lindo da beira do guamá.

As Gentes
Um futuro nos teus olhos.

Teus olhos em mim

As roupas, qual bandeiras agitadas

Os nós que atam a vida.

E descascam o tempo

De um estar no mundo sendo

Minha esfinge, minha aurora...
Que me decifra e devora
Oriana adora fotografar, eu também...Estou descobrindo, junto com ela, a paixão pela fotografia.... O olhar educado, a educação do olhar.
Aqui vai um dos jeitos (dentre muitos) como vejo Belém.
As Coisas
Uma porta. Uma entrada para a cidade velha.

Mas há que se ter cuidado, e pedir educadamente para entrar.

Um Balcão na Cidade Velha.... Lembra outra cidade velha e amantes...
"JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira." - Romeu e Julieta Ato II - Cena II: (William Shakespeare)

Tabacaria, Álvaro de Campos
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Os barcos de pesca no porto...No anoitecer lindo da beira do guamá.

As Gentes
Um futuro nos teus olhos.

Teus olhos em mim

As roupas, qual bandeiras agitadas

Os nós que atam a vida.

E descascam o tempo

De um estar no mundo sendo

Minha esfinge, minha aurora...
Que me decifra e devora

1 Comments:
Arent you silly???
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Anonymous, at 10:11 AM
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