No coração das Amazônias

21.7.07

Rodon, especialmente Rondon. Lendo The River of Doubt



Da esquerda para direita: Zahm, Rondon, Kermit, Cherrie, Miller, Roosevelt, Fiala.

"A Expedição Científica Rondon-Roosevelt teve como líderes Theodore Roosevelt e Marechal Cândido Rondon de 1913-1914, foram os primeiros exploradores ao longo do "Rio da Dúvida" (renomeado mais tarde como Rio Roosevelt) localizado em áreas remotas da Bacia Amazônica na Amazônia, Brasil. Parte patrocinada pelo Museu de História Natural Americano, eles também coletaram várias novas espécies de animais e insetos.

O plano inicial de Roosevelt era viajar para Argentina e Brasil e um cruzeiro pelo Rio Amazonas, mas a sugestão do governo brasileiro foi que Roosevelt acompanhece o Marechal Cândido Rondon em uma exploração através do Rio da Dúvida, na selva amazônica. Roosevelt, após derrota pela Casa Branca, aceitou o desafio. A expedição iniciou em Cáceres, margem do Rio Paraguai em Mato Grosso com 15 pessoas.

Descobriram o rio da Dúvida em 27 de fevereiro de 1914. A partir daí, devido a uma falta de alimentos, a expedição se dividiu em duas, uma continuou pelo rio da Dúvida e a outra seguiu pelo rio Madeira.

A expedição começou a ter problemas com insetos e doenças como a malária atacando todo o grupo. Até mesmo Roosevelt estava com muitas feridas e perto da morte mas conseguiram abrigo com os serigueiros da região."

Bom nao foi exatamente assim. Roosevelt perdeu as eleicoes e quis passar um tempo fora dos EUA. Tinha um filho trabalhando no Brasil e veio fazer uma expedicao no rio Amazonas. Ouvindo falar do rio das Dúvidas, através do Governador da Bahia, mudou o intinerário, anteriormente feito com o apoio do Museu de História Natural de Nova Iorque, que nao aprovou seu novo itinerário. Saindo de Cárcere no dia do natal, e acompanhando por Rodon e chegando na confluência do rio Aripuanã, seis meses depois, onde um grupo de exército, pré enviado por Rondon os esperavam para levá-los a Manaus. Seria impossível Roosevelt sair vivo dessa expedição se não tivesse sido guiado por Rondon. Sua saúde nunca mais foi a mesma depois desta viagem, pois foi atacado por malária, infeccoes e fome. Morreu cinco ano depois ainda resultado de uma infecçao numa perna previamente machucada que foi novamente ferida durante a viagem. Imagina uma viagem dessa numa época em que não havia antibiótico numa regão povoada de índios que nunca haviam feito contato com o homem branco e um rio desconhecido que tinha mais de 10 cachoeira a ser transposta através da selva fechada com canoas pesadas e todos os equipamentos... Além de tudo ninguém sabia onde o rio das Dúvidas iria desembocar, tendo Rondon suposto que era no rio Madeira. A viagem teria sido muito mais longa se nao fosse pois haveriam de descer de canoas mais de 1000 km no ri maderia....

8.7.07

Impactos da produção de grãos no desmatamento amazônico

Cláudio Puty, Oriana Almeida e Sergio Rivero Universidade Federal do Pará (UFPA)

Um fenômeno novo observado na Amazônia vem despertando a atenção de cientistas, autoridades e da sociedade civil. Trata-se da expansão da agricultura mecanizada, voltada principalmente para a exportação. Essa forma de produção agrícola, apesar de aparentemente provocar pouco desmatamento direto, coloca em movimento um ciclo indireto de derrubada da floresta e, segundo estudos científicos, pode levar a um grande aumento nas taxas de desflorestamento da região. A produção de uma série de grãos, como arroz e milho, encaixa-se nesse perfil; porém, é a soja o exemplo mais claro dessa relação.

A demanda mundial por soja não pára de crescer. Embora represente hoje apenas 10% do mercado de grãos, estimativas indicam que, se mantida a tendência, seu cultivo ultrapassará os de arroz e trigo até a metade do século. O Brasil responde a essa demanda ampliando a produção. No Centro-oeste, grandes áreas de cerrado já foram substituídas por plantações. Na região amazônica, a soja entrou recentemente, atraída pela enorme quantidade e pelo baixo preço de terras planas (ideais para a agricultura mecanizada) e pela fragilidade institucional (que não garante a aplicação da legislação ambiental).

Bom exemplo desse processo é Santarém, no Pará, município que se tornou, a partir de 1997, um laboratório de produção empresarial de soja. Os resultados iniciais dos experimentos agronômicos na região serviram de base para atrair produtores do Mato Grosso, processo reforçado com o anúncio do asfaltamento da BR 163 (Cuiabá-Santarém) na atual década. No entanto, foi a implantação do terminal graneleiro da empresa norte-americana Cargill na região que despertou o interesse das grandes empresas produtoras de grãos. Isso pode ser explicado pela existência do porto, cuja construção teve início em 2002 e que reduziu em até mil km o caminho percorrido pela soja a ser exportada em relação ao percurso até o porto de Paranaguá (PR), normalmente utilizado.

A instalação desse terminal gerou também um aumento surpreendente nos preços da terra: o hectare de áreas agricultáveis de Santarém, que valia R$ 200 em 1998, atingiu R$ 2 mil em 2005. A conseqüência foi um acelerado processo de venda de terras por parte dos agricultores familiares, cujo destino passou a ser o êxodo rumo à periferia das cidades ou a abertura de novas fronteiras agrícolas, com a ocupação, muitas vezes, de áreas de floresta primária. Além disso, os empresários da soja arrendam ou compram áreas de terras já 'limpas' pela extração madeireira e pela pecuária, o que também leva à criação de novas frentes de ocupação do território.

Recentemente, porém, dois fatores têm limitado o avanço da soja na Amazônia. O primeiro deles é a queda do lucro na indústria da soja, fruto do efeito da taxa de câmbio sobre as exportações, que tornou a produção brasileira bem menos atrativa no mercado internacional. O segundo é a resistência de parte da sociedade civil.

Em Santarém, por exemplo, organizações não governamentais (ONGs) criaram o movimento Frente de Defesa da Amazônia com o objetivo de lutar contra a expansão da soja e seus impactos. A ONG internacional Greenpeace também iniciou uma campanha (mundial) contra a entrada da soja na Amazônia. No Brasil, os protestos focaram principalmente o terminal da Cargill, que começou a operar sem a realização do estudo de impacto ambiental. Além disso, essa ONG, através de campanha na Europa, conseguiu que a rede McDonald's, que comprava 5% da soja da Cargill para alimentar frangos, ameaçasse não mais comprar soja plantada na Amazônia. Como resultado, as exportadoras de grãos assinaram em julho de 2006 uma 'carta de compromisso socioambiental', declarando que não mais comprariam soja de novas áreas desmatadas da Amazônia. Essa é uma vitória significativa, mas insuficiente. Um dos principais problemas é o fato de que o acordo não impede o plantio em áreas já abertas, por exemplo, para pecuária. Como essa atividade não é controlada, ela pode se expandir para áreas de florestas, disfarçando o desmatamento causado pela soja.

A expansão da produção de grãos na Amazônia vai, pouco a pouco, mudando o perfil de seu território. Os novos avanços do agronegócio dependerão dos limites impostos pela sociedade civil, que ensaia formas de resistência que vão além das fronteiras nacionais, e do rumo da ação estatal, sobre a qual ainda pairam dúvidas acerca da capacidade de fazer valer a legislação ambiental. É na combinação desses fatores que se joga o destino da região e de suas populações.

Leia mais na revista Ciência Hoje, edição de julho



Paragominas, Fronteira antiga de exploracao madeireira.







Soja instalada em Paragominas.

La Paz, Bolívia



La Paz é uma cidade que parece que foi construída por Spielberg. O aeroporto da cidade fica 600 metros mais alto que a capital e sua subida eh feita em 20 minutos o que representa uma subida íngreme onde as casas são penduradas nas encosta.

Das cidades que conheci nesses 22 dias - Lima, Iquitos, Leticia, Tabatinga, Bogota, Quito, La Paz, Cochabamba, La Paz para mim foi a mais impressionante com seus picos secos e desvegetados, os nevados ao longe, as casas subindo encostras íngremes, e sua temperatura baixa a noite.

Fiquei por duas vezes tentada a ver o Lago Titicaca, mas no dia disponivel o rapaz do Xerox nao entregou tudo e como eu tinha que buscar ha 40 minutos de distância, ida e volta, e ir para Cochabamba a noite, tive que cancelar esse passeio.

Voltando a Lima sobrevoamos o lago Titicaca ate ficar coberto por nuvens. 15 minutos depois olhei novamente pela janela e la eestava o lago titicada de novo. Fiquei impressionante, porque sabia que era grande mas nao sabia que se sobrevoava por tanto tempo.