No coração das Amazônias

23.12.06

Belém-Brasília

Antas em Castanhal...Velhas amigas.



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Oriana

Paragominas

A pecuária, agricultura de corte e queima e a extração e processamento de madeira são as principais atividades associadas com a ocupação da Amazônia Oriental. Em 1995 fiz o meu trabalho de tese avaliando os benefícios econômicos, sociais e os custos ecológicos dos usos da terra de Paragominas.


O estudo comparava a atividade madeireira, a pecuária e a agricultura praticadas da forma tradicional (se baseiando em grandes parcelas de terra para obter retornos modestos) com usos inovadores e mais intensivos da terra.

Naquela época existiam 137 serrarias que exploravam uma média 242 ha anuais com renda bruta por hectare de R$2.772 e essa era a principal atividade da região. As serrarias foram desaparecendo com a exploração intensiva de madeira e a exaustão dos recursos madeireiros. A pecuária continua sendo a principal atividade da paisagem local e da Amazônia em geral mas a entrada da soja na Amazônia começa a mudar bastante a paisagem da região.



O trabalho de Maria del Carmem mostra que a área potencial de ser ocupada por soja na Amazônia excede 1 milhão de hectares.
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As estradas estaduais do Tocantins estavam ótimas!!


Travessia do rio tocantins de balsa....já tomando atalhos para Brasília.




O céu maravilhoso do sertão do Guimarães


"A gente já chegou?"
"É tão, tão distante...."



Viagem

Antônio CHEGOU!!!!

Passou uns dias em Belém até a gente começar a viagem.

Fomos no museu Goeldi e no Mangal das Garças...Ele tirou umas fotos legais de bichos. As Fotos da borboleta e dos pássaros são dele...Tem olho de fotógrafo esse rapaz (modo pai coruja on).







2.12.06

Andando Belém

Nós saímos pelas ruas de Belém, a fotografar gentes e coisas...

Oriana adora fotografar, eu também...Estou descobrindo, junto com ela, a paixão pela fotografia.... O olhar educado, a educação do olhar.

Aqui vai um dos jeitos (dentre muitos) como vejo Belém.

As Coisas


Uma porta. Uma entrada para a cidade velha.




Mas há que se ter cuidado, e pedir educadamente para entrar.


Um Balcão na Cidade Velha.... Lembra outra cidade velha e amantes...

"JULIETA - Meu inimigo é apenas o teu nome. Continuarias sendo o que és, se acaso Montecchio tu não fosses. Que é Montecchio? Não será mão, nem pé, nem braço ou rosto, nem parte alguma que pertença ao corpo. Sê outro nome. Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. Assim Romeu, se não tivesse o nome de Romeu, conservara a tão preciosa perfeição que dele é sem esse título. Romeu, risca teu nome, e, em troca dele, que não é parte alguma de ti mesmo, fica comigo inteira." - Romeu e Julieta Ato II - Cena II: (William Shakespeare)




Tabacaria, Álvaro de Campos

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.





Os barcos de pesca no porto...No anoitecer lindo da beira do guamá.








As Gentes



Um futuro nos teus olhos.





Teus olhos em mim




As roupas, qual bandeiras agitadas




Os nós que atam a vida.



E descascam o tempo



De um estar no mundo sendo




Minha esfinge, minha aurora...

Que me decifra e devora